quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Liberdade

                As vezes a vida nos proporciona algumas sensações no mínimo complexas para a cabeça de um ser humano “comum”; E fico me perguntando o quanto o sentimento de liberdade pode alterar o discernimento de uma pessoa, seja essa uma pessoa muito bem esclarecida ou com um mínimo grau de instrução, quais as implicações o sentimento de liberdade pode trazer à vida das pessoas.
                Talvez alguns busquem se sentir livres pulando de pára-quedas, outros se sintam livres surfando ou simplesmente ficando alguns instantes em isolamento, organizando as idéias; Quando falo em “sentimento de liberdade”, me refiro àquele sentimento de que nada pode nos incomodar, as contas, a faculdade, o serviço, e outros problemas, ficam dentro de uma caixa lacrada, em cima da mesa de casa, o problema é que essa caixa é automática, assim que o  nosso momento de “liberdade” termina, essa caixa se abre e todos aqueles problemas voltam a nos incomodar, é nessa hora devemos estar preparados para receber a “bomba” em nossas mãos e ter maturidade para lidar com tal situação. Muitas pessoas não percebem, mas a vida é feita de problemas e incômodos; no momento em que nascemos talvez seja o nosso primeiro “stress” pois saímos de um local quente e cômodo, para um local frio de cabeça para baixo e com uma criatura nos dando uma palmada sem termos feito nada! Depois, durante nossa infância, nos deparamos com problemas dificílimos para nossa cabeça, como aprender a ler e entender por quê aquele nosso amiguinho de creche tem “dois pais”, essa questão é dificílima e muito intrigante nessa época da vida; e depois, na adolescência, talvez o período mais conturbado da nossa vida, onde escolhemos nossas amizades, amamos e deixamos de amar diversas vezes e vivemos intensamente cada sentimento. Eu digo que, quem sobrevive à adolescência pode sobreviver a tudo!
                Problemas, escolhas, decepções e incômodos, sim no plural! Pois são infinitos! Ao contrário da nossa vida, e por conta desses problemas milhares de pessoas acabam por abreviá-la, talvez por pensarem não haver outra saída, argumento que eu não acho muito válido. Talvez, com o imediatismo da sociedade atual, as pessoas esperam que tudo seja resolvido como num passe de mágica, e por que não como num clique, talvez não haja maturidade ou as pessoas da sociedade moderna não estejam tão preparadas para os imprevistos da vida. O mundo real não é tão fácil quanto criar um “avatar” no “second life” ou talvez não seja tão próspero quanto construir uma “vida” confortável no “The Sims”, muitos, ainda, gostariam que a vida tivesse um “motherlode” ( a famosa manha de ganhar dinheiro no “The Sims”), mas, nem tudo é tão fácil assim. O mundo virtual é muito maravilhoso,e talvez poderíamos atualizar a frase de Karl Marx dizendo que “O mundo virtual é o ópio do povo”, e muitos se sentem frustrados ao ver que a sua vida não é igual a do seu “avatar” e até desejariam viver eternamente no virtual.
                Muitos são os motivos que podem explicar a decorrência de tantos suicídios, mas, na minha humilde opinião, o que mais falta é esperança e autoconfiança, esperança em dias melhores, porém só quem pode mudar isso é você, só quem pode fazer os dias melhores é você! 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Álcool e Drogas


Hoje o assunto é um pouco polêmico ou ao menos desconfortável, pois, acredito eu, que vá um pouco de encontro com a posição da maioria das pessoas da minha faixa etária, na verdade vou expressar um pouco da minha opinião e dos meus argumentos em relação à bebida e drogas (lícitas e ilícitas).
            Alguns que me conhecem pessoalmente sabem que eu sou abstêmio, ou seja, eu não bebo e muito menos fumo, e tenho uma filosofia de vida totalmente “saudável” digamos assim. “Meu corpo é o meu templo”, uma frase que parece meio clichê, mas que traduz um pouco da minha visão sobre essas coisas.
            Não entendo o que motiva uma pessoa a beber até o limite do seu corpo, passar vergonha, não lembrar de quase nada do que fez e no outro dia acordar passando mal. Não sei que benefícios isso traz, ainda mais sabendo que se o indivíduo tornar essa prática corriqueira, provavelmente vai ter que fazer um transplante de fígado. Aliás, é o mesmo pensamento que eu tenho em relação ao cigarro e outras drogas tidas como ilícitas, fico tentando imaginar qual o benefício real que o uso dessas drogas traz para a vida de quem as usa, e quando falo de benefícios, não estou me referindo somente á sensações instantâneas, estou me referindo à benefícios a longo prazo, daqui a 10 ou 15 anos...
            Nem quero entrar muito no mérito da legalização da maconha, mesmo sabendo que existem usuários que não curtem muito a idéia de financiar o crime, mas gosto de relembrar, quem defende a descriminalização como forma de acabar com o tráfico, de que o cigarro é permitido e mesmo assim milhares de caixas são contrabandeadas do Paraguai.
            O fato é que quando eu digo que não bebo e nem fumo, imediatamente surge um “O QUE?? TU NÃO BEBE?? E TU NÃO FUMA??” como se eu fosse um extraterrestre. Não gosto de ser indelicado ou de ser chato, dando “lições de moral”, mas o fato é que eu me preocupo com o meu futuro e me preocupo com a minha saúde, além de achar que gastar com bebida e cigarro é totalmente desnecessário, prefiro investir em algo que me dê um futuro sadio e com qualidade de vida à gastar com coisas que somente vão me trazer problemas e encurtar minha vida.
            Como gosto de ressaltar, esta não é um verdade absoluta, é apenas a expressão da minha opinião sobre o assunto.

Futilidade Masculina


Como anteriormente escrevi sobre a futilidade feminina, tenho certeza que muitas mulheres também gostariam de ler sobre a futilidade masculina, afinal, nós homens, também cometemos alguns pecados enquanto às nossas atitudes.
            Com certeza uma das coisas mais absurdas, inclusive para nós homens “normais”, é o sujeito que passa o dia na academia, entende tudo de suplementos, e talvez, saiba até o funcionamento de cada músculo do corpo, porém não exercita uma parte primordial dele: O cérebro. É o típico homem interpretado muito bem pelo ator gaúcho Ricardo Tozzi, que não tem cérebro nenhum, que não sabe falar de outra coisa a não ser academia e que com certeza usa sunga branca na praia. Somente fazendo um adendo, homens: sunga branca na praia, por favor, as mulheres não gostam disso, ok? Você vai virar motivo de piada.
            Porém, assim como no meu texto sobre a futilidade feminina, existem homens que também querem se dar bem às custas de mulheres ricas e contar vantagem para seus amigos acéfalos, que assim como ele, também querem ficar ricos de uma forma fácil.
            Tenho certeza que para muitas mulheres, o futebol é uma futilidade, de certa forma, concordo com isso e realmente se o cara é um fanático, daqueles que fica berrando na frente da televisão como se o time fosse ouví-lo, ele têm probleminha! Mas temos que levar em consideração que o futebol é clichê nessa história, os homens em geral amam futebol, mas conseguem separar isso em seus relacionamentos, salvo a exceção descrita acima.
            Os homens também se preocupam com a aparência, afinal, como já dizia a propaganda do AXE: “A primeira impressão é a que fica”. Mas não vamos exagerar!! Homens que perdem horas arrumando o cabelo, fazem chapinha, usam “pancake” no rosto, e passam gloss (sim eu disse gloss!), TÁ NA HORA DE SE LIGAR!! Não estou querendo dizer que isso é “coisa de gay” ou qualquer outra coisa homofóbica e idiota do gênero, mas as mulheres querem um namorado, e não alguém que vai dividir chapinha e roubar corretivo do seu estojo de maquiagem. Ser vaidoso e se cuidar é super válido, porém tudo tem um limite!! E temos que usar de um bom senso para isso.
As mulheres, assim como os homens, querem uma pessoa compreensiva, moderna, que não seja machista e quadrada e que não tenha vergonha de amar e de dizer isso em alto e bom som, além de um corpo bonito e um rosto bem cuidado, elas querem alguém que pense e que tenha a capacidade de projetar um futuro. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Futilidade Feminina

Hoje li em um blog à respeito da “futilidade” feminina, confesso que fiquei parcialmente satisfeito, pois o blog tratou mais sobre a mania de algumas mulheres de se igualarem as “panicats” ou outras tantas que mais parecem frangos girando em uma “TV de cachorro” mas levando em consideração alguns comentários do blog resolvi escrever sobre outros tipos de futilidade feminina. Não estou aqui para condenar atitudes ou para criar rótulos nas mulheres, pois na minha opinião, a melhor mulher é aquela que te faz feliz e que é feliz do teu lado, que te ama e que não vai te abandonar quando o dinheiro acabar. Partindo deste “gancho” do dinheiro começo falando das mulheres “megalomaníacas”, ou seja, aquelas que têm mania de grandeza, seja na vida real, ou no seu “admirável mundo da imaginação”; Essas mulheres têm uma função um pouco parasitária, pois vivem às custas de seus namorados ricos e adoram contar vantagem disso para suas amigas, que também desejam ter uma vida assim. Geralmente elas acabam sozinhas e infelizes, mas algumas conseguem “se dar bem” com um belo golpe da barriga!
Existem também, mulheres que fazem de tudo para aparentar ser o que não são; Compram tênis, sapatos, roupas e acessórios caríssimos, estouram o limite de todos os seus cartões e estão em tudo quanto é serviço de proteção ao crédito possíveis, somente com um intuito, chamar a atenção dos homens. Isso até pode funcionar por um certo tempo, mas depois, o “efeito Cinderela” acontece, e no badalar da meia noite de algum dia, a verdade há de aparecer, e não vai ser nem um pouco agradável, tanto para a menina, quanto para o cara que estiver dentro da “carruagem de abóbora” da vida dela.
Hoje, mais do que aparência, é necessário atitude e inteligência, um homem decente, quer uma mulher que o ajude a controlar as despesas, que tenha um papo inteligente (afinal, uma hora envelhecemos, e as coisas não funcionam como antes.) e acima de tudo, que seja feliz consigo mesma, óbvio que isso é meio impossível, elas sempre querem perder os famosos “dois quilinhos”, mas isso é normal. Uma mulher que se ama, é uma mulher que pode nos dar amor incondicional, já uma mulher que não se valoriza, que têm atitudes fúteis, de nada têm a acrescentar.

domingo, 29 de maio de 2011

Novo código florestal.

Caros amigos,
Vamos exercer a verdadeira Democracia, na qual nós, o povo, decidimos o que é melhor para o nosso país e não os nossos ditos "representantes" que mais sabem cuidar de seus próprios interesses; Vamos nos unir para que o novo código florestal não passe pelo Senado!!
O novo código florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados, privilegia uma pequena parcela do ramo do agronegócio e lhes dá o direito de não receberem qualquer tipo de punição em razão da derrubada ilegal de árvores, ou seja, estamos caminhando para um futuro onde não teremos mais a enorme biodiversidade da qual tanto nos orgulhamos!!

A maioria dos brasileiros apoia proteções ambientais mais fortes, e estudos mostram que há terra suficiente no Brasil para manter e aumentar a produção agrícola sem ter de derrubar uma única árvore. Mas os deputados da bancada ruralista, dominados pelos interesses privados do agronegócio, pensam que podem ficar impunes ao tentar destruir o Código Florestal brasileiro. Esta luta entre a sociedade civil e poderosos interesses políticos está se tornando a maior batalha ambiental da história do Brasil.

Vamos fazer a nossa parte e exerecer a DEMOCRACIA (o poder do POVO!!!)

Mande e-mails para o seu Senador (os e-mails dos senadores estão neste link: http://www.senado.gov.br/senadores/ ), e peça para o mesmo votar a favor do VETO do novo código florestal!!
Se informe, leia notícias à respeito, não custa nada, não demanda muito tempo!! Vamos cuidar do nosso futuro, e vamos deixar um Brasil melhor para os nossos filhos e netos!! Mostre que você não é brasileiro somente na Copa do Mundo!!!


Conto com vocês!!
Um grande abraço e um ótimo final de semana!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Crendices...

Como já havia postado uma nota no facebook com a minha opinião à respeito de algumas igrejas que criticam principalmente as religiões afro-brasileiras, resolvi explorar um pouco mais esse assunto nesse post.
Uma das principais igrejas protestantes, das mais conhecidas e que cada vez mais está tomando espaço na mídia, condena explicitamente as religiões de origem africana dizendo ser "coisa do capeta", além de dizer que essas religiões tem muitas crendices e simbologias que não são aceitáveis por esses que julgam ser os donos da verdade e grandes conhecedores da palavra de Deus; infelizmente muitos deles conhecem muito bem cada linha da bíblia, e usam esse conhecimento para manipular seus "fiéis", com interpretações dúbias de alguns trechos da palavra, mas isso já é de conhecimento de todo o povo brasileiro, pois no meio do ano de 2010 a imprensa divulgou alguns videos mostrando os absurdos cometidos por essas instituições tidas como religiosas, mas que pra mim e pra maioria dos brasileiros, não passa de um comércio disfarçado. Mas o que me deixa mais perplexo é a forma com que eles encontram um jeito de vender alguma coisa ou de distribuir "troços" para os frequentadores dessas igrejas; certa feita estava vendo um dos programas dessa instituição na televisão (é impossível não ver, nem que seja pra rir) e me deparo com um "pastor" oferecendo um martelo de bater bife de madeira (daqueles que a minha vó usava para bater bifes pro almoço) como uma cura para doenças, problemas financeiros e afins, e eu já estava esperando ele dizer que também trazia o verdadeiro amor em 3 dias, pois só faltava isso! Mas claro esse é só um exemplo, pois eles distribuem rosas (estilo Roberto Carlos sabe?), colheres de sopa, fronhas, travesseiros, garrafinhas em formato de cruz e outros objetos tidos como "milagrosos". Agora eu me pergunto: Essa mesma igreja que condena as simbologias, se utiliza dessas para promover "milagres", isso não seria de certa forma uma HIPOCRISIA?
Eu digo que sim! Isso me causa um sentimento de revolta e me deixa preocupado de certa forma, pois algumas pessoas do meu círculo de amizades resolveram se converter e ficaram totalmente alienados a ponto de cortarem relações comigo por esse meu jeito contestador. Enfim, a minha opinião é muito clara, e creio que Deus está em tudo que tocamos, vemos e sentimos, cada qual com sua crença e suas simbologias; o que eu não aceito é a alienação das pessoas a ponto de torná-las fanáticas e insuportáveis, transformando-as em criaturas da época medieval, com um pensamento totalmente teocentrista! Como eu disse ao final da minha nota no facebook torno a dizer ao fim deste: Acho que Deus nos abençoa todos os dias pela manhã quando nos permite levantar da cama, e à noite quando chegamos em casa e podemos abraçar nossa família e ter um noite tranqüila de sono sem a necessidade do uso de qualquer objeto "pseudo-abençoado".

"Não acuses o servo diante de seu senhor, para que não te amaldiçoe e tu fiques o culpado". Provérbios 30:10


P.S.: Não estou acusando ninguém, muito menos querendo causar polêmica, estou apenas exercendo a minha liberdade de expressão, garantida nas leis fundamentais.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vida acadêmica...

Bom pessoal, faz um tempinho que não posto nada no blog, a coisa está corrida, vida de acadêmico não é fácil, leituras, trabalhos, leituras, aulas, mais leituras, estágio, muitas leituras, academia e mais um pouco de leitura!! kkk a rotina é mais ou menos essa!!
Como já postei anteriormente no blog, dei uma pausa nas minhas atividades musicais, mas continuo um grande amante dos tambores e apaixonado por bateria!! Sempre que posso eu pego meu pad de estudo "HQ Real Feel" (olha o marchan ae!!), uma ótima indicação do meu amigo Renato Siqueira, grande batera da It's All Red!! Aliás, uma ótica indicação de banda pra quem gosta de ouvir um som pesado e extremamente técnico, é só baixar o CD "The Natural Process of" da Banda It's All Red!! no 4shared.com!! No mais, assim que houver alguma novidade postarei por aqui!!

Abraços!!
Deus abençoe!!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Educação" brasileira...

A seguir, apresento um Texto do Prof. Dr. em Direito Igor Pantuzza Wildmann que nos conscientiza e nos adverte sobre o que o futuro nos reserva se nada for feito para reverter o grave caso (ou melhor, descaso) do Sistema de educação no Brasil, em forma de protesto pelo assassinato cruel do Professor Kássio Vinícius Castro Gomes: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2010/12/professor-esfaqueado-por-aluno-em-bh-vai-ser-enterrado-nesta-quinta-feira.html
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Amigos,
Embora há muito tempo desligado daquela instituição, como ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix, fiquei profundamente consternado com o caso do universitário que, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca no coração de seu professor, na cantina, em pleno horário escolar, à frente de todos.
Escrevi um desagravo e, em minha opinião, a pérfida ilusão vendida a muitos alunos despreparados, sobre a escola (e a vida) como lugares supostamente cheios de direitos e pobres em deveres, acaba por contribuir para ambientes propensos à violência moral e física.
Espero que, se concordarem com os termos, repassem adiante, sem moderação. A divulgação é livre.

Abs Igor

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)
(Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora foi brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento”. Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma”, prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar tudo isso que está aí”; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente, deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema, eu sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

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Deus abençõe!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Casualidades

Estou sentindo uma falta tremenda de tocar bateria, não sinto falta dos shows e daquela confusão toda, apenas sinto falta de sentar atrás da bateria e fazer um som com alguns amigos!! Como moro em apartamento, não tenho como tocar em casa, mas pretendo marcar um estúdio com alguns brothers pra tocar ao acaso mesmo, sem muitas regras, é só chegar e tocar. Quando isso acontecer posto os vídeos da Jam aqui no blog!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ano novo, vida TOTALMENTE nova!!!

Bom, faz um tempinho que não posto por aqui, mas esse ano promete!! 2011 entrou de uma forma bem diferente, digamos que no momento a música e a produção musical são para mim um hobby. Em um ano muita coisa mudou... ano passado estava muito feliz, tocando, realizando projetos com a Brilho da Lata e com Jajá & Banda, (mas como disse acima, a música virou um hobby) agora estou me preparando para a vida acadêmica pois em Março inicia meu curso de Direito... ai que a loucura começa... heheh!! Mas vamos lá, voltarei a postar caso algo de interessante acontecer!!